Tudo sobre investimentos: investir para empreender

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Quando você ouve falar em investimentos, o que passa pela sua cabeça? Se considera apenas as aplicações financeiras em renda fixa e variável, saiba que deixa de lado um aspecto importante: o empreendedorismo.

O desejo de abrir uma empresa está crescente no Brasil. Uma pesquisa realizada pela Alelo e Instituto Ipsos mostra que 50% dos trabalhadores com emprego fixo querem começar um negócio no prazo de cinco anos. Entre os fatores que levam a essa decisão estão:

  • autonomia nas decisões;
  • possibilidade de trabalhar com o que gosta e ganhar mais dinheiro;
  • capacidade para inovar e melhorar o mercado de trabalho.

O que nem todos percebem é que abrir uma empresa é um investimento. Ainda que seja arriscado, oferece o maior potencial de retorno. No entanto, é possível diminuir as incertezas e ter uma excelente remuneração.

Como? Usando a frase do autor Peter Drucker, “O empreendedorismo não é uma ciência e muito menos uma arte. O empreendedorismo é uma prática”. Para entender exatamente o que significa investir para começar um negócio, leia este post. Aqui, vamos explicar o que fazer para alcançar esse objetivo. Então, que tal saber mais?

Conceito de investimento

O Dicionário Michaelis Online afirma que investir significa “aplicar ou empregar (dinheiro, capital etc.)”. Em outras palavras, a ideia é usar determinada quantia e transformá-la em um monte maior no futuro. Para alcançar esse intuito, vários métodos podem ser utilizados, inclusive a abertura de um negócio.

Em qualquer iniciativa, há riscos implicados. Por isso, o sucesso depende do resultado obtido. O ideal é que o lucro seja superior aos custos empregados. Por exemplo, se você compra ações na bolsa de valores, precisa pagar taxas de corretagem e de administração, além de Imposto de Renda, em alguns casos.

Se o lucro ganho ao final do período nem chegou a cobrir os custos, você teve prejuízo. Se arcou com os gastos, mas não superou a inflação, ficou abaixo de um rendimento real. Ou seja, o poder de compra foi perdido, porque seu dinheiro passou a valer menos.

Por isso, é tão difícil investir e garantir uma remuneração condizente com o esperado. A mesma ideia vale ao abrir um negócio. Você aplica uma quantia inicial para comprar equipamentos, insumos, montar a infraestrutura do estabelecimento etc. Com as vendas, tem determinada margem de lucro.

A diferença é que, nesse caso, há um período de retorno estimado. Explicando: nos primeiros meses, pode haver prejuízo, porque seu negócio ainda é desconhecido. Aos poucos, alcança o chamado ponto de equilíbrio, em que gastos e ganhos são equivalentes. A última etapa é o lucro, que vai cobrir a aplicação inicial feita e trazer um rendimento contínuo e maior do que a inflação.

Além disso, todo esse ciclo pode ser reduzido ao escolher o modelo de franchising, que vamos explicar a seguir. De toda forma, é importante entender que os investimentos vão muito além de aplicações financeiras.

Qual é a relação entre risco e retorno?

Os investimentos dependem de risco e retorno. Essas duas variáveis são proporcionais, isto é, quanto maior o primeiro, mais elevado é o potencial do segundo e vice-versa. No entanto, existem estratégias para diminuir as ameaças.

A principal é a diversificação dos investimentos. A ideia é simples: aplicar seu dinheiro em várias frentes para minimizar as incertezas e aumentar o potencial de retorno. Assim, vale a pena investir em renda fixa e variável, além de abrir seu próprio negócio. Essa é a melhor maneira de empreender e alcançar o sucesso com segurança.

Por que investir?

A aplicação do seu dinheiro é importante para garantir o alcance dos objetivos e a formação de patrimônio. A partir dessa prática, você corta despesas do seu dia a dia para eliminar o supérfluo e os desperdícios.

O foco é um bem maior, que pode ser a compra de imóveis e carros, a realização de uma viagem, o pagamento de estudos e a aposentadoria. Quando o objetivo é empreender, a prática de investir serve para deixar um legado.

Mais do que fazer o que gosta, você tem a oportunidade de melhorar suas habilidades e competências em diferentes setores, como gestão. Ainda deixa um patrimônio consolidado, que servirá para a geração de renda por toda a vida.

Por isso, o Raio-X do Investidor Brasileiro 2019, estudo realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), mostrou que 33% dos brasileiros economizaram em 2018. Desse total:

  • 48% aplicaram em produtos financeiros;
  • 9% compraram carros e motos;
  • 8% adquiriram imóveis, terrenos ou lotes;
  • 5% investiram no negócio próprio.

Apesar do percentual baixo de pessoas que abriram sua empresa, empreender é um dos maiores sonhos dos brasileiros. Isso foi o que mostrou uma pesquisa feita pelo Alelo e pelo Instituto Ipsos.

De acordo com o levantamento, 50% da população deseja começar seu próprio negócio no prazo de cinco anos. Entre os fatores que levam a essa decisão estão:

  • autonomia nas decisões (77%);
  • desejo de trabalhar com o que gosta e ganhar mais dinheiro (76%);
  • possibilidade de inovação e contribuição para a melhoria do mercado de trabalho (74%).

Qual a diferença entre poupar e investir?

Uma situação comum é confundir esses conceitos. No entanto, eles são diferentes. Poupar significa guardar dinheiro e gastar menos do que se ganha. Apesar de ser relevante, é apenas um passo para investir.

Nesse último caso, a ideia é usar o dinheiro que sobrou para fazer uma aplicação financeira ou abrir um negócio. Os dois termos são, portanto, complementares.

Formas tradicionais de investimentos

investimentos

Existem diferentes modalidades de aplicações financeiras. As mais tradicionais são divididas entre renda fixa e variável. Basicamente, a diferença entre elas é simples.

A renda fixa é composta por investimentos mais tradicionais, em que você sabe quanto vai ganhar ao final. Por ser uma modalidade mais segura, a remuneração oferecida tende a ser menor.

Por sua vez, a renda variável é mais arriscada. Nessa alternativa, o rendimento é desconhecido e a chance de perdas é maior. Ao mesmo tempo, o potencial de retorno também é mais elevado.

Dentro dessas duas categorias, há várias possibilidades de investimentos. Veja quais são as principais.

Tesouro Direto

São os títulos públicos. É a alternativa mais conservadora e segura. No entanto, o retorno também é o menor. Em alguns períodos, pode até oferecer uma rentabilidade negativa, assim como outras aplicações da renda fixa.

Essa é a projeção para 2020. O motivo é a queda da Selic, a taxa básica de juros da economia. Em maio desse ano, o índice ficou definido em 3%. No entanto, a expectativa é de uma nova redução — com possibilidade de chegar a 2,25%.

Com esse patamar, o retorno pode nem compensar a inflação. Desse modo, diz-se que a rentabilidade é negativa, pois o rendimento não chega a ser real. Assim, existe a desvantagem do Tesouro Direto ter uma remuneração baixa. Por outro lado, é uma alternativa segura.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

É um título privado, que busca captar recursos para instituições financeiras. É similar ao Tesouro Direto, com a diferença de que o investimento inicial tende a ser mais elevado. Por outro lado, a remuneração também pode ser melhor.

O cuidado necessário é, principalmente, com a liquidez, ou seja, a possibilidade de resgate dos valores aplicado. Muitas vezes, o CDB não permite sacar o dinheiro a qualquer momento. Ainda pode ser exigido o cumprimento de um período de carência, isto é, um prazo em que é proibido ter acesso à quantia.

Além disso, o CDB costuma ter um rendimento atrelado a um indexador, geralmente, o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Esse indicador fica próximo à Selic. Por isso, quando ela está baixa, ele também tende a render menos.

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA)

São investimentos similares, mas os valores captados são redirecionados para suas áreas específicas. Também são emitidos por instituições financeiras e costumam pagar mais do que as outras opções anteriores.

No entanto, é difícil haver liquidez, ou seja, possibilidade de resgate a qualquer momento. Uma vantagem é a isenção de Imposto de Renda.

Fundos de investimento

Funcionam de maneira similar a um condomínio. Em outras palavras, você adquire uma cota (apartamento) e ela é gerenciada por um profissional especializado (síndico). Existe uma política a ser seguida, que determina como os recursos serão alocados.

Há um grande número de opções. Alguns são mais conservadores, como os fundos de renda fixa. Nesse caso, 80% dos ativos são direcionados para títulos de renda fixa. Por outro lado, existem os fundos de ações, multimercado e outros, que oferecem mais risco, mas tendem a oferecer um retorno mais elevado.

Apesar de não ser exigido um conhecimento aprofundado — já que a gestão é realizada por um profissional especializado —, é importante conhecer a política do fundo. Além disso, é importante observar seu histórico para evitar surpresas negativas.

Ações

São uma alternativa bastante conhecida, especificamente da renda variável. A diferença é que o retorno é desconhecido. Por isso, a remuneração pode ser muito mais alta que a renda fixa ou levar a prejuízo.

Nesse caso, você compra ações de uma empresa. Por isso, seu rendimento pode ocorrer de duas formas:

  • pelos dividendos, ou seja, você mantém as ações a longo prazo e recebe o pagamento de parte do lucro obtido, que costuma ser realizado uma vez por ano pelas companhias negociadas na bolsa de valores;
  • pela compra e venda de ativos. Assim, você e desfaz do papel na alta e compra na baixa para conseguir o máximo de retorno.

A vantagem é a possibilidade de ganhar mais do que o esperado. Por outro lado, o risco é grande e os prejuízos também podem ser significativos. Além disso, é necessário ter um amplo conhecimento para tomar as decisões acertadas.

Formas diferentes de investir

Além das formas tradicionais, você também pode empreender. Como já destacamos, essa é uma das melhores formas de investimento, porque é a que pode trazer o maior retorno. Ainda assim, o risco de abrir um negócio é elevado.

Segundo dados do Sebrae, a taxa de mortalidade das pequenas empresas com até dois anos de operação é de 23%. Então, o que fazer? Uma forma de reduzir os riscos do empreendedorismo é optar pelas franquias.

Em comparação, o nível de falência das unidades franqueadas com até dois anos de existência é de 3%. Além disso, o setor vem em franco crescimento, até mesmo na crise. De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), a alta do faturamento das franquias foi de 6,8% em 2019.

Isso representou R$ 186,755 bilhões. Ainda houve aumento da empregabilidade. A geração de vagas pelo franchising foi de 1,35 milhão, o que indicou uma elevação de 4,6%. Um dos destaques do ano, inclusive, foi o segmento de saúde, beleza e bem-estar, no qual estão incluídas as franquias odontológicas.

O faturamento total desse segmento de franchising chegou a R$ 34,214 milhões, um crescimento de 7,2%. Assim, fica claro que a alta foi até maior do que ao aumento geral verificado no setor.

Para 2020, a expectativa é uma variação positiva de 8% na receita, com elevação de 6% no total de empregos. Por que os dados são tão positivos nesse setor? Basicamente, porque a franquia tem um modelo de negócio diferenciado e mais seguro.

Os produtos e os serviços já são testados e aceitos pelo mercado. Com isso, o fluxo de vendas começa já nos primeiros dias, o que não costuma acontecer no caso de uma empresa que inicia do zero. Além disso, a rede tem outras características relevantes, como:

  • padronização dos processos, que garantem uma curva de aprendizado mais rápida;
  • transferência de know-how, com total apoio aos franqueados;
  • inovação, tecnologia e qualidade a encargo da franqueadora, que repassa as informações aos proprietários das unidades;
  • divisão dos gastos entre todos os participantes da rede, o que garante acesso aos melhores recursos com um investimento menor;
  • rendimento rentável e seguro, com prazo de retorno menor — a média é de 18 meses.

Em outras palavras, o franqueado consegue descontos nos preços, além de prazos e condições de pagamento melhores. Isso leva ao aumento da vantagem competitiva, que transforma o sonho em sucesso a partir do planejamento do trabalho.

Como suporte, você tem o apoio da franqueadora e de sua credibilidade no mercado. Ainda existem outras vantagens a serem destacadas nesse tipo de investimento. Veja!

Existência de um plano de negócio

Muito do sucesso de uma empresa depende desse documento. O plano de negócio é um guia que considera possíveis clientes, fornecedores e parceiros. A partir dele, é possível verificar os fatores políticos, econômicos e sociais que representam ameaças e oportunidades.

Elaborá-lo do zero pode ser difícil. No entanto, o franqueado já conta com esse suporte e deixa de se preocupar com essa etapa. O resultado é a possibilidade de instalar e aumentar sua empresa com menor risco financeiro.

Garantia de mercado

Mais do que tudo, a reputação da franqueadora gera vantagem competitiva. Toda a expansão é planejada, a partir de estudos consistentes. Com isso, você sabe que terá demanda na região em que instala sua unidade. Ainda recebe informações relevantes sobre as estratégias dos concorrentes e o processo de venda ou produção.

Planejamento dos custos de instalação

Sempre serão fornecidos dados sobre os gastos e outras informações relevantes. Tudo está disposto na Circular de Oferta de Franquia (COF) e no contrato. O primeiro documento deve ser entregue, pelo menos, 10 dias antes para análise de todas as cláusulas. Isso traz um grande privilégio, já que você tem todo o suporte necessário à construção e à instalação da sua unidade.

Economia com marketing

Tão importantes quanto outros gastos, os custos com propaganda oferecem benefício. Eles são divididos entre todos os franqueados da rede. Você pode realizar algumas ações locais, mas muitas unidades nem precisam desse apoio. Desse modo, é gasto um valor menor para manter o negócio funcionando.

Independência jurídica e financeira

Aqui, é importante destacar que o franqueado precisa seguir as determinações da franqueadora. Por isso, sua autonomia não é total. No entanto, a independência jurídica e financeira existe. Sua unidade tem uma razão social própria. Além disso, todas as operações referentes ao dinheiro são de responsabilidade individual.

Além do investimento em franquias, existem outras oportunidades. Confira algumas delas:

  • participação em startups: é um modelo ainda novo no Brasil e que requer uma plataforma especializada para fazer a compra de parte da companhia. Os aportes costumam iniciar em R$ 500. É um negócio arriscado, pois tem chance de dar errado;
  • plantio de árvores: tem foco no comércio sustentável de madeira. Você investe na empresa a partir de um crowdfunding. O valor inicial parte de R$ 400, em média. Os lucros são revertidos quando a madeira é extraída e vendida. Por isso, tende a demorar alguns anos;
  • imóveis: pode ser pela compra de terrenos e propriedades para revenda ou locação, ou ainda pelos investimentos em fundos imobiliários. É uma alternativa que costuma ser afetada por crises, já que tende a aumentar a vacância nesses períodos;
  • produção de gado de corte ou leiteiro: é uma atividade tradicional no Brasil e com amplo potencial de lucratividade. No entanto, requer um investimento alto em melhoria genética, alimentação e infraestrutura necessária para manter os animais em bom estado.

Investimento e empreendedorismo: relação entre esses fatores

Empreender pode ser definido como a busca por novas oportunidades de mercado, a fim de gerar inovação pelo desenvolvimento de produtos e métodos produtivos. Qualquer pessoa que comece uma empresa realiza esse investimento. É uma forma de seguir seus objetivos e alcançar o sucesso por meio da capacidade de ultrapassar seus limites.

Para ter sucesso no empreendedorismo, é importante ter ou desenvolver algumas habilidades. Entre as principais podemos destacar:

  • capacidade de planejamento;
  • motivação;
  • persistência;
  • liderança, a fim de manter os colaboradores engajados.

Assim como outras modalidades, o franchising também está dentro do empreendedorismo e pode ser definido como um investimento de renda variável. Sua vantagem é diminuir os riscos da inexperiência, já que você tem todo o apoio da franqueadora.

Além disso, tem o benefício de trazer retorno com mais rapidez. Assim, fica mais fácil recuperar a quantia inicialmente investida.

Quais são as diferenças entre empreendedor e investidor?

É importante entender que cada um deles tem seu lugar. Apesar do empreendedor ser um investidor, ele gerencia seu negócio. Está sempre próximo dele, lida com os problemas todos os dias, toma decisões e desenvolve ações estratégicas. Por isso, precisa ter ou adquirir conhecimento em gestão.

Enquanto isso, o investidor apenas aplica seu dinheiro. Ele não palpita, ou faz isso muito pouco, sobre a estrutura rotineira. Seu foco é financiar projetos e obter lucros. Muitas vezes, ele nem tem contato com a empresa, como ocorre nas ações preferenciais negociadas na bolsa de valores.

Por que empreender no franchising?

Investir em um negócio com bom potencial de retorno e baixo risco é o sonho de todo empreendedor. Com os dados positivos conquistados nos últimos anos, como já apresentado, fica claro que escolher o segmento é uma das maneiras de ter sucesso.

Hoje, as franquias são o investimento mais seguro e com retorno alto. A explicação é simples:

  • a renda fixa está com remuneração baixa, que pode chegar ao negativo;
  • a renda variável tem risco elevado e sofre com as crises financeiras, o que pode levar a perdas significativas;
  • a abertura de uma empresa nova é arriscado, pode demorar para ter o retorno e também há mais impacto dos problemas econômicos do País.

Por sua vez, os dados já confirmaram que o franchising continua em expansão e tem boas perspectivas para 2020. Como você já tem todas as informações em mãos antes mesmo de assinar o contrato, reduz as incertezas e toma a decisão mais acertada para a sua realidade financeira.

Desse modo, o empreendedorismo se torna um verdadeiro investimento. Com ele, você alcança seus objetivos com segurança e tranquilidade. Mais do que isso, diversifica suas aplicações financeiras e constrói o futuro com o qual sempre sonhou.

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