Telemedicina: como fazer o atendimento e acompanhamento de pacientes à distância?

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O crescimento dos casos de COVID-19 no país trouxe a necessidade de adaptar muitos serviços. Entre eles, estão os atendimentos nas áreas da saúde para diminuir a aglomeração de pessoas nos consultórios e hospitais. Pensando nisso, o Governo Federal aprovou uma lei que autoriza o exercício da telemedicina durante a pandemia.

A legislação foi sancionada ainda no mês de abril, e trouxe novas possibilidades de atendimento para os profissionais da saúde. Quer saber como adaptar o seu serviço a esse novo modelo? A iniciativa da franquia Odontoclinic é uma forma de focar o futuro, conquistando novos pacientes. Explicamos mais sobre o assunto, a seguir!

O que a lei fala sobre a telemedicina?

A Lei 13.989, de abril de 2020, instituiu algumas regras para o exercício da telemedicina, que poderá ser realizada apenas durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. Nesse sentido, a legislação salienta que o serviço visa ao atendimento à distância por meio do uso de tecnologias como forma de prevenir doenças.

Assim, é possível fazer o primeiro atendimento do paciente e entender as suas necessidades. Antes da publicação da lei, foram vetados alguns artigos que tratavam sobre a possibilidade de expandir o uso da telemedicina após a pandemia, bem como permitiam o uso de receita médica digital.

Portanto, a telemedicina deve ser utilizada apenas para fazer a primeira avaliação do paciente, a fim de entender suas condições de saúde e avaliar se existe a necessidade de um atendimento presencial.

Já existe um projeto de lei para regulamentar a teleodontologia, mas ele ainda está em tramitação. Por esse motivo, os profissionais da área não podem atender e nem prescrever tratamentos de forma digital.

Como funciona o atendimento na telemedicina?

A telemedicina prevê o primeiro atendimento do paciente via plataformas digitais, a exemplo de WhatsApp, Skype ou Zoom. Essas ferramentas permitem a realização de chamadas de vídeo para que o paciente relate os seus sintomas e passe pela triagem.

É importante lembrar que muitos serviços não podem ser realizados por meio de chamadas virtuais, como é o caso de aferimento de pressão, escuta do pulmão, entre outros. Sendo assim, o exercício da telemedicina visa apenas a reduzir o número de pacientes em clínicas e hospitais, como forma de evitar a propagação do coronavírus.

Logo, caso o paciente apresente sintomas que caracterizam a doença, ele deverá ser encaminhado para um atendimento presencial para que faça exames e testes. Portanto, o principal benefício da telemedicina, no momento, é evitar a aglomeração de pessoas, mas ela não exclui a necessidade de realizar um acompanhamento presencial do paciente em estado de risco.

Situação das clínicas odontológicas durante a pandemia

A clínica odontológica é considerada uma atividade essencial, mas ainda não é possível fazer o atendimento eletivo. Em muitas regiões do país, os profissionais estão fazendo apenas os tratamentos de urgência e emergência.

“Por recomendação do Conselho Federal de Odontologia (CFO) e dos Conselhos Regionais de Odontologia (CROs), não podemos fazer atendimento eletivo, apenas tratamentos de urgência e emergência”, comenta Lucas Romi, sócio e vice-presidente de expansão e novos negócios na Odontoclinic.

Portanto, esse pode ser um bom momento para avaliar a gestão da sua clínica e mensurar os resultados obtidos antes da pandemia. Porém, sabemos que o serviço do profissional é focado, principalmente, em atendimentos eletivos, como os tratamentos ortodônticos, próteses e implantes.

Por esse motivo, Lucas Romi explica que o volume de atendimentos diminuiu muito nas clínicas ao redor do país, provocando uma queda no faturamento. Romi também lembra que muitos pacientes que já haviam colocado aparelho sentem dores e desconfortos.

Nesses casos, o tratamento pode ser considerado um serviço de urgência, permitindo que a pessoa receba o devido atendimento. No entanto, em outras situações, será necessário o cliente aguardar para receber um acompanhamento e dar sequência ao tratamento odontológico.

Como a Odontoclinic tem se adaptado ao atendimento a distância?

telemedicina

A Odontoclinic lançou uma campanha especial durante o período, a CliqueOdonto. Por meio dela, foi criado um canal de comunicação online para fazer um acompanhamento dos pacientes que já recebiam tratamento, e também para fazer o primeiro contato com novos interessados.

A partir desse canal, os pacientes recebem informações sobre o trabalho do dentista e podem relatar quais são as situações que estão incomodando, a exemplo de dores ou dúvidas sobre determinado tipo de tratamento odontológico ou mesmo higiene bucal.

“Primeiro, são tiradas as dúvidas em geral e, se o dentista entender que pode haver um caso de urgência e emergência, ele direciona a uma clínica. Senão, será mais de caráter informativo. Assim, no momento da retomada pós-pandemia, a gente vai contatá-lo para uma consulta clínica presencial”, explica Lucas Romi.

É importante ressaltar que não é possível repassar um diagnóstico, prescrever tratamentos ou medicamentos pelo canal CliqueOdonto. O objetivo é apenas esclarecer as dúvidas e estreitar o relacionamento com um potencial cliente da clínica.

Dessa maneira, os profissionais poderão ampliar o contato com as pessoas e manter um relacionamento durante a pandemia. Isso vai contribuir para ampliar a carteira de clientes quando o atendimento voltar ao normal.

“Eu tenho certeza de que, na hora da retomada, esse cliente vai preferir ir a uma clínica com um profissional que já o ajudou, em vez de ir a um consultório qualquer. Tem um viés muito comercial nisso, de criar uma base de possíveis clientes”, salientou Lucas.

Perspectiva do teleatendimento na odontologia

A Odontoclinic defende muito o campo do teleatendimento como forma de orientação do paciente e diagnóstico prévio. Como Lucas relata, não é possível fazer um tratamento de canal ou cirurgia a distância, mas o serviço pode ser positivo para o acompanhamento do paciente.

“Espero que possa ser regulamentado o quanto antes. Nos Estados Unidos, já existem empresas que usam o teledentistry de forma eficaz, e é importante que o Brasil regulamente a lei o quanto antes”, ressalta Lucas.

Ele também complementa que há uma série de consultas odontológicas que poderiam ser realizadas de forma digital, facilitando a vida dos pacientes. “Por exemplo, o tratamento ortodôntico com alinhador transparente: tem muita consulta que o paciente não precisa ir à clínica, já que não vai ser feita uma intervenção. É mais orientação e conversa”, diz o profissional.

Enfim, embora a legislação tenha aprovado o serviço da telemedicina durante a pandemia do coronavírus, os profissionais da odontologia ainda aguardam a aprovação de um projeto específico para a área. Enquanto isso, só podem ser realizados os atendimentos de urgência e emergência nos consultórios.

Para que os pacientes não fiquem muitos meses sem um acompanhamento, o profissional pode tentar manter o contato por meio de ferramentas como WhatsApp, e buscar ampliar a sua cartela de clientes com a ação especial CliqueOdonto. A iniciativa da Odontoclinic é uma forma de pensar em longo prazo, agindo de forma proativa nesse momento de pandemia.

Tem interesse em conhecer esse projeto para atrair mais pacientes para o seu consultório? Entre em contato com a nossa equipe e veja como podemos auxiliar você! O seu sonho de empreender não precisa parar durante a pandemia!

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