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Empreendedorismo

Como entender os índices de rentabilidade de investimentos?

Publicado por Franquia Odontoclinic em abril 22, 2020 | Atualizado em maio 15, 2024
7 minutos para ler

Os índices de rentabilidade são métricas importantes para avaliar o sucesso financeiro de qualquer negócio — independentemente do porte ou do segmento de atuação. Dentistas à frente de clínicas não escapam à regra: é preciso manter os números sob vigilância e, assim, assegurar a saúde das finanças, perpetuando o atendimento e a lucratividade.

Se você quer profissionalizar sua gestão, precisa conhecer os principais indicadores de rentabilidade. Neste artigo, você poderá mergulhar no tema e tirar todas as suas dúvidas, encontrando o cálculo de acompanhamento que faz mais sentido para você — e para o seu negócio — em cada fase da sua empresa.

Primeiro, você conhecerá mais sobre o que é, na prática, um índice de rentabilidade, entendendo a importância de monitorar essa métrica. Em seguida, saberá quais são esses índices e aprenderá como calculá-los.

Boa leitura e bom aprendizado!

O que é o índice de rentabilidade e por que ele é importante?

Como o próprio termo sugere, as métricas de rentabilidade indicam o quanto renderam os investimentos despendidos pela empresa. Ou seja: a partir delas, é possível saber se o negócio está ou não gerando lucros.

A ideia pode parecer complexa, mas o esforço do acompanhamento vale a pena — principalmente para dentistas, que precisam de investimentos iniciais volumosos para montar e equipar uma clínica odontológica. É importante ficar atento aos indicadores desde o início!

De forma geral, o índice de rentabilidade é especialmente eficiente para:

  • permitir uma visão detalhada dos gastos e dos retornos do negócio;
  • contribuir para a tomada de decisão, endossando estratégias mais seguras e eficazes;
  • evidenciar se os processos atuais estão alinhados aos objetivos financeiros da empresa;
  • dar mais clareza à análise das margens de lucro, viabilizando ações para corrigir ou potencializar as melhores práticas.

Dessa forma, fica mais fácil perceber a relevância da métrica e a urgência para incorporá-la à rotina da clínica, garantindo que os atendimentos possam continuar lucrativos e que, no fim do dia, as contas fiquem no azul.

Os profissionais da saúde, em especial, precisam reservar um tempo em suas agendas para lidar diretamente com tarefas administrativas e gerenciais. Para além da prática clínica, é essencial zelar pelo vigor da operação como um todo.

Quais são os índices de rentabilidade e como calculá-los?

índices de rentabilidade

De modo genérico, o cálculo da rentabilidade pode ser obtido a partir de uma equação bem simples: basta dividir o lucro apurado em um período específico pelo total de capital investido.

Se você já se convenceu da importância do indicador e pretende começar a aplicá-lo nas suas análises, é pertinente dizer que será necessário providenciar (ou gerar) os demonstrativos financeiros da clínica. Eles são as bases ideais para que as fórmulas sejam transparentes e confiáveis.

O próximo passo é se concentrar nas métricas e prosseguir com as equações. A seguir, você verá três formas de identificar os índices de rentabilidade. Cada um deles tem um propósito específico e pode tornar a gestão da clínica mais eficiente e produtiva.

Retorno sobre o Investimento (ROI)

A função do ROI, como o próprio termo já indica, é mensurar o retorno direto sobre o investimento. Ao analisar os números, você será capaz de enxergar se a empresa lucrou, estabilizou ou teve prejuízo a cada montante injetado na operação.

A fórmula básica para calcular o ROI é: (ganho obtido – investimento inicial) / investimento inicial.

Guia completo do empreendedor: o que levar em conta na hora de abrir seu próprio negócio

Essa equação permite confirmar se determinado investimento — seja em um novo aparelho para a prática clínica, seja em uma ação de divulgação local — se provou rentável ou não.

É importante se apropriar do ROI para entender quais recursos foram determinantes para o sucesso das suas iniciativas. Por exemplo: se ao calcular o retorno, você percebeu que um equipamento novo de raio X otimizou o tempo de tratamento de seus pacientes e permitiu que você terminasse o caso com mais rapidez, abrindo espaço na agenda para novos atendimentos, o ROI será positivo e você terá mais segurança para adquirir outros acessórios com o mesmo propósito.

Se, por outro lado, você dispôs de uma quantia determinada para anunciar sua marca no jornal da cidade, oferecendo um voucher de desconto na primeira consulta, e não obteve retorno da ação, ligue o sinal de alerta! Ao aplicar a fórmula do ROI, você provavelmente perceberá que a estratégia não foi tão bem-sucedida — e que, por isso, não deve ser mantida com o mesmo formato.

Retorno sobre o Ativo (ROA)

Na teoria, a equação do ROA determina se a empresa é rentável sob a ótica do total de ativos que possui (ou seja: em relação ao patrimônio do negócio). Ao observar a métrica, você saberá se a gestão dos ativos, com o objetivo de gerar ganhos, vem sendo eficiente.

Para obter o número do ROA, você só precisa de uma operação matemática: lucro operacional / ativo total médio.

O mais trabalhoso, nesse caso, será levantar o Demonstrativo do Resultado de Exercício (DRE) para encontrar o lucro operacional e analisar o Balanço Patrimonial, encontrando o valor do ativo total médio.

Depois de calculado, o indicador possibilita algumas conclusões bem relevantes. Quanto maior for o ROA, maior o ganho em ativos. Da mesma forma, um ROA baixo — especialmente se comparado à média das clínicas odontológicas — é um sinal de que os ativos do negócio estão sendo mal utilizados.

Se, em algum momento, você identificar que está vivenciando o segundo cenário, busque verificar a origem do desvio. É provável que você se encaixe em um destes contextos:

  • investimentos em projetos que não valorizam os ativos de modo eficaz;
  • baixa produtividade dos ativos, principalmente quando há itens antigos;
  • desperdício de insumos, altas despesas gerais e/ou defeitos dos produtos.

Diante disso, aproveite para examinar o ROA sob uma perspectiva gerencial. Uma clínica precisa reunir um volume considerável de bens físicos — que, no fim das contas, constituem o patrimônio do negócio — para executar os tratamentos odontológicos, mas é preciso ficar antenado para evitar que a obsolescência, por exemplo, interfira na rentabilidade do trabalho.

Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE)

O último indicador de rentabilidade é o ROE, cujo cálculo mede a capacidade de uma empresa de agregar valor a partir de recursos próprios — ou do dinheiro injetado por eventuais investidores.

O resultado do ROE é geralmente expresso em porcentagem. Para chegar ao percentual, a equação é, mais uma vez, apenas uma divisão: lucro líquido / patrimônio líquido.

O primeiro número pode ser obtido no balanço do ano fiscal completo e o segundo a partir da diferença entre o ativo e o passivo do negócio, recorrendo aos balanços financeiros. Os dois são importantes para que você consiga visualizar a expansão do patrimônio a partir dos investimentos, confirmando se a clínica está gerando bons ganhos com o dinheiro em caixa.

O ROE é um bom caminho para medir a performance real da empresa, uma vez que a métrica explora dados mais robustos e, por isso, evita análises muito superficiais — que podem deixar detalhes importantes passarem despercebidos.

Por fim, vale ressaltar que o ROE é um índice importante para avaliar e deliberar sobre o melhor investimento, mas que não pode ser analisado de forma isolada. É por isso que a combinação dos índices de rentabilidade é valiosa para proporcionar um panorama completo e detalhado da situação financeira e gerencial da clínica odontológica.

Os profissionais da saúde também são empreendedores em potencial. Para ficar por dentro dos principais temas sobre estratégia e gestão de clínicas odontológicas, assine nossa newsletter e receba conteúdos inéditos em primeira mão. Sucesso e até breve!

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