5 tipos de negócio lucrativos: qual vale mais a pena?

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Os gestores focados em alta performance têm algo em comum: buscam se apropriar de negócios lucrativos, acumulando resultados sustentáveis e cada vez mais expressivos. O desafio gerencial, portanto, está ligado à capacidade de enxergar a viabilidade da operação e de validar a estratégia de crescimento, ponderando os prós e contras de cada tipo de negócio.

Neste artigo, você mergulhará em algumas das principais opções para pessoas que querem investir em empresas lucrativas e escaláveis, entendendo em quais aspectos a decisão pode ou não valer a pena. É hora de esmiuçar detalhes e de garantir uma decisão segura. Boa leitura!

1. Abertura de franquia

As franquias são excelentes oportunidades de negócio. Enquanto marcas consolidadas, as empresas compartilham com seus franqueados o know-how de quem tem experiência no ramo — e que, justamente por isso, já validou os fluxos de trabalho e as melhores estratégias de mercado.

Abrir uma franquia, portanto, exige conhecimento do cenário e simpatia pelo segmento. Além disso, é preciso observar os resultados de marcas que já trilham um caminho sólido, indicando a robustez do seu fluxo de caixa e a pertinência das estratégias adotadas.

Diante disso, fica fácil perceber os motivos pelos quais as franquias no segmento de saúde têm sido a preferência de muitos empreendedores focados em resultados. O setor cresceu 9,7% em 2019 e registrou faturamento de R$ 44,4 bilhões no terceiro trimestre de 2018, corroborando a escolha de milhares de gestores bem-sucedidos.

A área odontológica, por exemplo, é promissora. Por se tratar da extensão de uma empresa já conhecida e por contar com total suporte da franqueadora, a mortalidade (ou seja, a falência) é baixíssima e os lucros no médio e longo prazos são atraentes.

Todas essas informações reforçam o parecer de que a franquia é a alternativa ideal aos que desejam um retorno seguro e que estejam dispostos a alocar capital em uma operação já totalmente estruturada.

Neste caso, não se trata apenas de replicar a marca, mas de se tornar parte de uma companhia estável, em expansão e com experiência comprovada nas mais variadas áreas do negócio — da parte clínica às exigências administrativas.

2. Criação de produtos digitais

Os produtos digitais estão ganhando bastante espaço e relevância no mercado. É fácil entender o motivo da expansão: a Internet é um ambiente democrático, propício aos negócios de nicho, e o público consumidor é amplo.

De forma geral, um criador de infoprodutos se dedica a bens virtuais. A venda de cursos online, e-books, audiobooks ou infográficos, por exemplo, se encaixa em uma categoria que chega a movimentar R$ 1 bilhão por ano, atraindo um público cada vez maior de produtores individuais.

O objetivo primordial da empreitada é difundir conhecimento específico. Profissionais com experiência em diversas áreas — da culinária ao marketing, por exemplo — podem compartilhar a sua expertise com um público interessado no tema.

Chris Anderson, autor do best seller “A Cauda Longa”, começou a explicar, ainda em 2004, a estratégia dos infoprodutos de nicho. Segundo o escritor, investir em várias frentes com demanda menor seria mais lucrativo do que focar áreas com alta demanda. Tudo isso só é possível, claro, por causa da abrangência e da penetração da Internet, que, no Brasil, reúne 70% da população.

Ainda que os infoprodutos despontem como uma excelente oportunidade de negócio, vale reforçar que o mercado digital também tem desafios — e que é preciso analisá-los com cautela para transpor eventuais obstáculos.

Considerando baixas barreiras de entrada, os infoprodutos formam um cenário de alta concorrência. Por isso, qualquer movimento exige estratégia e investimento, garantindo, por um lado, produção de excelência e diferenciação na criação e, por outro, recursos para divulgação massiva.

3. Venda de doces gourmet

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A gourmetização da culinária ganhou muito fãs nos últimos anos, impulsionando uma onda de empreendedores antenados que aproveitaram o movimento para maximizar a lucratividade e encher os bolsos — além dos estômagos.

O segmento de alimentação, que sempre teve bastante expressão na economia brasileira, ampliou possibilidades com a gourmetização de produtos. Os doces, por exemplo, adquiriram um aspecto fino e diferenciado para conquistar os paladares mais refinados.

De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), o mercado alimentício cresceu pouco mais de 2% em 2018, faturando R$ 656 bilhões no período. Os números são significativos e a perspectiva de crescimento continua positiva, o que incentiva empreendedores que têm afinidade com o setor.

No que se refere aos alimentos gourmet, uma das maiores doçuras do investimento na área é justamente o baixo valor necessário para começar. Não é preciso dispor de muita estrutura: uma cozinha caseira, desde que equipada com eletrodomésticos básicos, é suficiente para iniciar a produção, se necessário. O grande foco é o domínio de receitas saborosas.

Neste sentido, o aprimoramento de ferramentas e técnicas pode seguir a exponencialidade das vendas, acompanhando os resultados positivos da operação. Um espaço físico e um portfólio amplo podem ser objetivos conquistados no médio e longo prazos, validando o êxito da iniciativa.

No entanto, um fator semelhante ao encontrado nos infoprodutos merece a atenção do empreendedor. A barreira de entrada é baixa, o que significa um alto potencial de concorrência. Mais uma vez, é preciso encontrar maneiras de se diferenciar, formando uma carteira de consumidores fiéis.

4. Gestão de loja virtual

O e-commerce já é uma realidade e empresas que negligenciarem o poder das compras online terão prejuízos volumosos nos próximos anos. Segundo pesquisa da Webshoppers, o comércio virtual cresceu 12% só no primeiro semestre de 2019 — com altas expectativas também para os próximos ciclos.

Em escala mundial, os números das lojas virtuais são ainda mais impressionantes. As estimativas davam conta de que os e-commerces globais arrecadariam US$ 3,4 trilhões em 2019, margem que foi confirmada com bastante entusiasmo.

Diante de resultados tão positivos, é fácil enxergar a loja virtual como uma opção viável. Para compreender o cenário com propriedade, entretanto, vale mencionar questões sensíveis — e, muitas vezes, também onerosas — como os investimentos necessários em tecnologia e a divulgação ampla da marca.

No que tange às exigências fiscais e tributárias, por exemplo, as lojas virtuais seguem a mesma dinâmica dos pontos físicos. Por isso, é necessário dispor de um sistema de gerenciamento por trás do layout da loja, assegurando o cumprimento da legislação e, na linha de frente, possibilitando atendimento ágil e eficiente aos consumidores virtuais.

O marketing, por sua vez, é igualmente essencial para a manutenção do negócio. A divulgação de produtos deve dar conta de competir com marcas já estabelecidas, buscando formas de diferenciar a empresa no competitivo ambiente digital.

É importante ter em mente que uma loja virtual exige planejamento e estratégia, mas que pode ser uma opção muito rentável aos empreendedores afeitos ao digital. Para isso, convém avaliar o setor mais pertinente, considerando as particularidades do mercado, e traçar táticas que tenham impacto e ressonância no público-alvo.

5. Oferecimento de consultoria

A consultoria pode ser uma escolha acertada se você domina um assunto específico e é capaz de monetizá-lo para profissionais e empresas que demandam esse tipo de conhecimento. A depender da área de atuação, o mercado é bastante receptivo e apresenta pouca concorrência.

É válido mencionar que o consultor é o profissional que norteia líderes e companhias na implantação de processos e estratégias mais eficientes, potencializando oportunidades e suportando o atingimento de metas audaciosas.

Além de parceiro, o consultor é uma referência respeitada. Por isso, um dos caminhos para obter o sucesso no ramo é reunir cases de sucesso e se cercar de profissionais renomados, reconhecidos por trabalhos de excelência.

A princípio, a atividade não requer grandes aportes e pode se expandir em ritmo acelerado, acompanhando os desdobramentos positivos na carteira de clientes e no volume de contratos fechados.

A essa altura, você provavelmente teve vários insights sobre os próximos passos do seu investimento. Os negócios lucrativos são, acima de tudo, aqueles com os quais você se identifica, enxergando um potencial expressivo de crescimento.

Aproveite para conhecer algumas das franquias mais inovadoras e continue analisando as oportunidades do mercado. Sucesso e até a próxima!

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